Caso Mel gera revolta e é investigado pela Polícia Civil

Versões divergentes, vídeo nas redes sociais e manifestação marcada na Praça da Matriz ampliam a repercussão e colocam o caso sob investigação da Polícia Civil

O caso de maior repercussão da semana em Porto Feliz está sob segredo de Justiça e mobilizou moradores e protetores de animais. Na noite de terça-feira (18), uma cachorra chamada Mel foi atropelada dentro de um condomínio residencial e, em seguida, colocada em uma caçamba de lixo. A ocorrência foi registrada como maus-tratos, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos.

O motorista, de 36 anos, apresentou-se espontaneamente na delegacia e afirmou que o atropelamento foi acidental. Segundo sua versão, ele não teria visto o animal deitado sob o veículo ao sair da garagem e só percebeu a situação após ouvir um grito. Disse ainda que, ao constatar o óbito, colocou o corpo do cão na lixeira próxima ao portão do condomínio.

Uma testemunha, porém, apresentou outra versão. Ela relatou que alertou o condutor após a roda dianteira passar sobre a cachorrinha, mas que ele teria seguido e passado também com a roda traseira. Segundo o depoimento, o animal ainda apresentava sinais vitais quando foi jogado na caçamba. Um vídeo gravado por testemunha e imagens das câmeras de segurança foram entregues à polícia, e o corpo de Mel passou por perícia médico-veterinária.

À TV Tem, a tutora Virgínia Martins Gonzaga descreveu Mel como “muito companheira” e integrante da família há mais de 15 anos. O caso ganhou repercussão nacional nas redes sociais, e uma manifestação pedindo justiça está marcada para sábado (21), às 16h, na Praça Dr. José Sacramento e Silva, a Praça da Matriz. A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa, aumentada em caso de morte do animal.

Nesta sexta-feira (20), a defesa do investigado, Mauro do Amaral Júnior, divulgou nota à imprensa informando que ele tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações. O advogado Lucas Martins da Silva destacou que o caso ainda está em fase investigativa, reforçou o princípio da presunção de inocência e afirmou que eventuais manifestações consideradas levianas poderão ser alvo de medidas cabíveis.

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