Uma tentativa nada convencional de “sumir com a prova” terminou em prisão por tráfico de drogas na tarde de terça-feira (25), em Porto Feliz.
De acordo com o boletim de ocorrência, guardas municipais faziam patrulhamento nas proximidades da Praça XIII de Maio, no Jardim Excelsior — ponto já conhecido pelo comércio de entorpecentes — quando avistaram um homem também já conhecido nos meios policiais. Ao perceber a aproximação da viatura, ele decidiu adotar uma estratégia ousada: colocou rapidamente algo na boca.
A ideia, ao que tudo indica, era transformar flagrante em digestão. O problema é que a manobra não foi rápida o suficiente. Durante a abordagem, os agentes conseguiram impedir o “lanche improvisado” e retirar da boca do suspeito 20 porções de cocaína, embaladas em trouxinhas de papel, totalizando cerca de 8,5 gramas.
Ainda havia a suspeita de que ele pudesse ter engolido mais entorpecentes. Resultado: além da delegacia, o roteiro incluiu uma visita ao Pronto Socorro para exames clínicos e até tomografia. No fim das contas, nada mais foi encontrado no organismo do indiciado — pelo menos dessa vez, o estômago não colaborou com o tráfico.
Com ele também foram apreendidos R$ 6 em dinheiro e um celular. Questionado, o homem afirmou que a droga seria para uso próprio — uma versão que, diante da quantidade e da forma de acondicionamento, não convenceu a autoridade policial.
A prisão em flagrante foi ratificada com base no artigo 33 da Lei de Drogas. O episódio reforça que, em Porto Feliz, tentar “engolir o problema” pode até parecer solução na hora, mas costuma terminar com boletim, laudo médico e cela.