Vizinha transforma rua em balada e caso vai parar na delegacia

Em Porto Feliz, o “puts puts” de cada fim de semana já virou trilha sonora não oficial de alguns bairros. Mas, para parte dos moradores, o que é festa para uns vira teste de paciência para outros — e, às vezes, caso de polícia.

No último registro, uma moradora do Centro procurou a delegacia após, segundo relato, a vizinha posicionar estrategicamente uma caixa de som na porta de casa, virada para a rua, em volume digno de micareta fora de época. O repertório pode até variar, mas o “tum-tum-puts-puts” em modo máximo parece ser item fixo.

De acordo com o boletim, a situação seria recorrente. A Guarda Civil Municipal já teria sido acionada outras vezes, mas o fenômeno é quase paranormal: a viatura aparece na esquina e, como num passe de mágica, o som evapora. Silêncio absoluto. Milagre acústico.

Brincadeiras à parte, existe lei para isso. O artigo 42 do Decreto-Lei 3.688/41, a famosa Lei das Contravenções Penais, prevê punição para quem perturba o sossego alheio com gritaria, algazarra ou abuso de instrumentos sonoros. Em tradução simples: você pode até amar seu “puts puts”, mas o resto da rua não é obrigado a virar camarote.

Em uma cidade onde a imposição de hits alheios parece rotina, vale lembrar que caixa de som não é instrumento de dominação territorial — e que bom senso continua sendo o melhor equalizador.

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