{"id":1199,"date":"2024-07-21T17:08:54","date_gmt":"2024-07-21T20:08:54","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloarauto.com.br\/?p=1199"},"modified":"2024-07-21T17:08:54","modified_gmt":"2024-07-21T20:08:54","slug":"pablo-civitella-fala-sobre-a-carreira-de-ator-e-seu-trabalho-a-frente-do-projeto-culturando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloarauto.com.br\/index.php\/2024\/07\/21\/pablo-civitella-fala-sobre-a-carreira-de-ator-e-seu-trabalho-a-frente-do-projeto-culturando\/","title":{"rendered":"Pablo Civitella fala sobre a carreira de ator e seu trabalho \u00e0 frente do Projeto Culturando"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"1017\" src=\"https:\/\/jornaloarauto.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/pablo2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1201\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/jornaloarauto.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/pablo2.png 600w, https:\/\/jornaloarauto.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/pablo2-177x300.png 177w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pablo Civitella nasceu em 1981, em Santo Andr\u00e9, onde morou at\u00e9 aos 14 anos. Mudou-se para Tiet\u00ea onde concluiu os ensinos fundamental e m\u00e9dio na escola Pl\u00ednio Rodrigues. Foi l\u00e1 que teve os primeiros contatos com o Teatro durante as aulas de artes com a professora Cida que fazia quest\u00e3o de montar espet\u00e1culos ao menos uma vez por ano.<br>Ainda durante o ensino m\u00e9dio, Pablo conheceu o ator Vitor Branco, que ao ministrar um curso livre de teatro na cidade, o selecionou para o elenco da com\u00e9dia \u201c0900 disquei e me estrepei\u201d que fazia uma s\u00e1tira aos servi\u00e7os de namoro pelo telefone. Nessa \u00e9poca come\u00e7ou a conex\u00e3o com a cidade de Porto Feliz. Mesmo com um elenco de Tiet\u00ea, a estreia do espet\u00e1culo ocorreu no Tenis Clube em Porto Feliz. A partir dessa primeira oportunidade percorreu mais de 180 cidades no Estado de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Curitiba, recebendo a certifica\u00e7\u00e3o de ator profissional. Civitella se desenvolveu nas artes, idealizou o Projeto Culturando em 2008, foi secret\u00e1rio de cultura em Tiet\u00ea em 2011, diretor do teatro municipal e respons\u00e1vel pelo setor cultural em Cerquilho de 2014-2016 cuja gest\u00e3o foi marcada por recorde de p\u00fablico por 2 anos consecutivos, al\u00e9m de uma excelente e inovadora organiza\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o dos eventos municipais. Em 2017, a convite do ent\u00e3o diretor Cleber Papa, Pablo trabalhou como assessor da diretoria art\u00edstica no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo \u2013 principal casa de concerto e \u00f3pera do pa\u00eds. Atualmente se dedica como diretor executivo do Projeto Culturando, institui\u00e7\u00e3o cultural sem fins lucrativos vocacionada \u00e0 \u00e1rea cultural com atua\u00e7\u00e3o regional. Em 2018 Civitella casou-se com a escritora porto-felicense Samanta Holtz e veio morar em Porto Feliz. Dessa uni\u00e3o, nasceram os filhos Leonardo e Anthony.<br>Paralelamente \u00e0 carreira cultural, Civitella mantem uma atua\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica. Concorreu pela primeira vez ao cargo de vereador nas elei\u00e7\u00f5es de 2004 em Tiet\u00ea. Elegeu-se vereador nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2008 com 26 anos de idade, sendo um dos mais jovens vereadores eleitos da C\u00e2mara Municipal onde foi vice-presidente no ano de 2010 e atuou tamb\u00e9m como vice-presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o Justi\u00e7a e Reda\u00e7\u00e3o no bi\u00eanio 2009-2010 e presidente da Comiss\u00e3o de Sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o, Cultura, Lazer e Turismo. Em 2010, concorreu ao cargo de Deputado Federal numa \u201cdobradinha\u201d com ent\u00e3o deputado estadual Campos Machado, sendo o mais votado na cidade de Tiet\u00ea.<br>J\u00e1 em Porto Feliz, Pablo assumiu a presid\u00eancia do PSD (Partido Social Democr\u00e1tico) onde articulou diretamente com o presidente nacional da sigla, Kassab, e conduziu o partido a apoiar o pr\u00e9-candidato a prefeito Ger\u00e3o tendo o Dr Marcelo Pacheco como pr\u00e9-candidato a vice.<br>Acompanhe a entrevista:<br>O ARAUTO Voc\u00ea tem uma longa hist\u00f3ria na cultura. Fale mais sobre essa experi\u00eancia?<br>PABLO Uma hist\u00f3ria que se iniciou em 2000 como ator, no teatro com o ator Vitor Branco. No in\u00edcio eram 15 ou 16 atores nesse grupo. E com o passar do tempo, diante do alto volume de apresenta\u00e7\u00f5es, final de semana ap\u00f3s final de semana, o elenco foi diminuindo, alguns atores foram ficando pra tr\u00e1s e eu me mantive firme l\u00e1. E a\u00ed no resultado disso foram mais de 180 cidades no estado de S\u00e3o Paulo se apresentando como ator. Foi da\u00ed a minha base de conhecimento para atuar na durante todos esses anos na \u00e1rea cultural.<br>O ARAUTO Sempre como ator?<br>PABLO No in\u00edcio sim, por\u00e9m com uma particularidade que j\u00e1 sinalizava o mundo das produ\u00e7\u00f5es (risos). Como \u00e9 t\u00edpico na cultura, desempenhava mais de uma fun\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o eu tinha uma pequena participa\u00e7\u00e3o como ator, mas tamb\u00e9m era o operador de som e luz do<br>espet\u00e1culo. Ent\u00e3o eu ficava ali nos bastidores fazendo a t\u00e9cnica e, por outro lado, decorava o texto de todos os personagens imaginando uma nova interpreta\u00e7\u00e3o para cada um deles. Assim conforme os atores foram desistindo, eu j\u00e1 estava preparado para assumi-los e construir minha carreira como ator. Bom, depois de depois de dois anos, a gente j\u00e1 estava ali com cinco pessoas, que foi o elenco fixo que ficou por cinco, seis anos excursionando especialmente no interior do estado de S\u00e3o Paulo. Aprendi muito acompanhando o Vitor Branco, que \u00e9 um dinossauro do teatro brasileiro. Ele foi meu grande professor do teatro. Tudo que eu conquistei e constru\u00ed na \u00e1rea cultural foi a partir do conhecimento que adquiri vendo ele atuar e tamb\u00e9m fazendo as produ\u00e7\u00f5es locais dos espet\u00e1culos. Ele acreditou no meu talento, sou muito grato a ele por tudo que fez por mim.<br>O ARAUTO Depois dessa experi\u00eancia voc\u00ea seguiu na \u00e1rea da cultura?<br>PABLO Sim, depois de um tempo, eu montei meu pr\u00f3prio grupo e comecei a excursionar com o espet\u00e1culo \u201cNem Sempre Tudo Est\u00e1 Perdido\u201d, colocando em pr\u00e1tica tudo que tinha aprendido de produ\u00e7\u00e3o com o Vitor Branco. Eu excursionei por cerca de 40 cidades no interior. Inclusive estive novamente aqui em Porto Feliz, dessa vez, em 2007 no teatro da escola S\u00e3o Jos\u00e9.<br>O ARAUTO Logo depois surgiu o Culturando?<br>PABLO Sim. Depois de seis, sete anos com teatro, percorrendo v\u00e1rias cidades no Estado eu senti a necessidade de contribuir para a minha cidade, Tiet\u00ea naquela ocasi\u00e3o. Sentia a cidade muito parada. Sem oportunidade para os artistas. Reuni um grupo de amigos, alguns da \u00e1rea cultural, mas tinha tamb\u00e9m economista, tinha amigo com forma\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o, em marketing e eu que naquela \u00e9poca estava direito, enfim, tinha um pouquinho de cada segmento ali. Mas todos apreciadores da cultura e querendo fazer algo pela cidade, ent\u00e3o foi dali que surgiu o projeto Culturando.<br>O ARAUTO Foi nesta \u00e9poca voc\u00ea criou uma liga\u00e7\u00e3o com Porto Feliz?<br>PABLO Como disse, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es da minha vida estive conectado com Porto Feliz. Minha primeira apresenta\u00e7\u00e3o como ator, no ano 2000, foi aqui em Porto Feliz, no Tenis Clube. Depois, voltei com outro espet\u00e1culo em 2007, na escola S\u00e3o Jos\u00e9. Dez anos depois, eu conheci a escritora Samanta Holtz, me casei e vim morar aqui. N\u00e3o acredito em destino, mas acredito que quando estamos sintonizados com Deus, ele nos direciona o caminho que devemos seguir. Ent\u00e3o se hoje estou em Porto Feliz, tenho certeza que \u00e9 minha miss\u00e3o estar aqui, me desenvolver e contribuir com essa cidade.<br>O ARAUTO Essa experi\u00eancia como ator, pol\u00edtico, gestor e atua\u00e7\u00e3o no setor privado lhe deu uma vis\u00e3o ampla do setor da cultura?<br>PABLO Sim. Eu senti na pele as dores de um artista que pretende viver da arte no interior. A falta de reconhecimento do seu oficio enquanto trabalho, a falta de oportunidade e valoriza\u00e7\u00e3o do artista local, toda a dificuldade para se conseguir patroc\u00ednios e viabilizar uma produ\u00e7\u00e3o. Eu passei muito perrengue na minha carreira como ator. Me lembro de ter dormido na rodovi\u00e1ria no Rio de Janeiro em uma das minhas idas \u00e0 Rede Globo, porque n\u00e3o tinha dinheiro para me hospedar em hotel. Eu senti na pele, vivenciei essas experiencias que me tornaram mais fortes e preparado para o setor cultural. Depois tive a oportunidade de estar do outro lado, no lado do poder p\u00fablico como vereador, secretario de cultura e at\u00e9 mesmo o setor privado tendo trabalhado no setor jur\u00eddico. Isso permitiu que hoje eu tivesse uma leitura muito interessante das necessidades do artista, especialmente do interior, quais s\u00e3o os limites e como o poder p\u00fablico executivo pode se inserir neste contexto al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o do setor privado. Isso me proporcionou ter uma vis\u00e3o \u00edmpar dos mecanismos de atua\u00e7\u00e3o cultural.<br>O ARAUTO Voc\u00ea organizou um grande evento cultural em Porto Feliz no final do m\u00eas passado?<br>PABLO Sim. O \u201cVila das Artes\u201d que nesse ano aconteceu aqui em Porto Feliz. Foi um festival de literatura aberto ao p\u00fablico com destaque para o concurso nacional de poemas onde recebemos 986 inscri\u00e7\u00f5es do Brasil inteiro. Tivemos tamb\u00e9m o concurso de poemas para estudantes, e um concurso de interpreta\u00e7\u00e3o. Todos esses concursos fizeram parte do festival, onde conhecemos os vencedores dentro do evento que chamamos \u201cVila das Artes\u201d que \u00e9 o evento presencial e aconteceu aqui em Porto Feliz. Veio gente da Bahia, do Pernambuco, do Paran\u00e1, de S\u00e3o Paulo, de v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil. Todos vieram custeados pelo Projeto Culturando. Foi tamb\u00e9m um trabalho de valoriza\u00e7\u00e3o do artista porto-felicense que teve a oportunidade de mostrar sua arte a partir das mais variadas linguagens e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais.<br>O ARAUTO Como voc\u00ea avalia o evento ocorrido em Porto Feliz?<br>PABLO O Festival de Literatura nos surpreendeu desde a primeira fase, que \u00e9 o per\u00edodo de inscri\u00e7\u00f5es para os concursos. Na primeira edi\u00e7\u00e3o em 2021 realizada em Jumirim, tivemos cerca de 550 inscritos e nesta, recebemos 986 inscri\u00e7\u00f5es vinda de todos os estados brasileiros. Isso elevou o concurso de poemas a um dos mais concorridos do pa\u00eds. J\u00e1 no Vila das Artes que \u00e9 o evento presencial, t\u00ednhamos grandes desafios, proporcionais ao tamanho do que sonh\u00e1vamos realizar na cidade. Seria o primeiro evento oficial do Culturando em Porto Feliz, onde encontramos uma classe art\u00edstica desmotivada e desprestigiada, sedenta da merecida valoriza\u00e7\u00e3o do seu trabalho. Al\u00e9m disso, existe uma narrativa muito forte na cidade de que \u201co porto-felicense n\u00e3o prestigia a Cultura\u201d. Acredito que o Vila das Artes rompeu esse paradigma de uma vez por todas, com um p\u00fablico de mais de 2.500 pessoas que passaram para prestigiar todo tipo de arte que havia por ali. Foi um evento cultural grande, desafiador em v\u00e1rios sentidos, e pode ser definido na voz do p\u00fablico e dos artistas envolvidos, pela frase que mais ouvimos de todos eles: \u201cera o que Porto Feliz precisava\u201d. Somos muito gratos por ter proporcionado esse sentimento aos artistas e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da cidade.<br>O ARAUTO Apesar de v\u00e1rios artistas de fora, muitos eram de Porto Feliz. Como voc\u00ea avalia o potencial art\u00edstico da cidade? Surpreendeu?<br>PABLO Porto Feliz \u00e9 uma cidade rica em cultura, e isso eu percebi logo que me mudei para c\u00e1, em 2018. Foi um privil\u00e9gio contar com mais de 110 artistas porto-felicenses no Vila das Artes, presentes em praticamente todas as linguagens art\u00edsticas do evento. Foi gratificante ver o escultor Nilson Teruel, por exemplo, esgotar seu estoque de batel\u00f5es produzidos manualmente, e as pessoas se divertindo ao experimentar a arte de talhar madeira, a escritora Andreia Matos durante o lan\u00e7amento do seu primeiro livro, tamb\u00e9m esgotar seu estoque, as performances do teatro Urca Show liderados pelo grande ator e diretor Causin, sem falar no ateli\u00ea do Juliano Romeu funcionando no meio da Vila, diante do p\u00fablico maravilhado com as telas que ele e seus alunos produziam, al\u00e9m de terem a chance de se experimentarem no desenho. Enfim, tantos artistas do teatro, m\u00fasica, dan\u00e7a, literatura, todos muito pontuais, profissionais e competentes ao entregar seu melhor para o p\u00fablico. Porto Feliz tem muito potencial art\u00edstico, mas, infelizmente, durante os \u00faltimos 8 anos foram esquecidos e deixados de lado.<br>O ARAUTO Muitos disseram que ficaram surpreendidos com a diversidade art\u00edstica apresentada no evento. Qual a import\u00e2ncia de promover e exaltar a diversidade art\u00edstica de uma cidade?<br>PABLO A miss\u00e3o do Culturando \u00e9 \u201cpromover o desenvolvimento da cultura local atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es multiculturais de excel\u00eancia que valorizem o artista e a sua arte\u201d e n\u00f3s encontramos terra f\u00e9rtil aqui devido a essa pluralidade de linguagens art\u00edsticas presentes em Porto Feliz. O artista n\u00e3o \u00e9 definido pelo n\u00famero de cadeiras que consegue ocupar em um audit\u00f3rio ou de seguidores nas redes sociais, e sim por seu of\u00edcio, pois \u00e9 atrav\u00e9s dele que ajuda a eternizar o legado de uma sociedade.<br>As manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e diversidade de linguagens presentes numa cidade al\u00e9m de contar sua hist\u00f3ria de forma mais humanizada e democr\u00e1tica, abre espa\u00e7o para uma ebuli\u00e7\u00e3o de ideias que posteriormente s\u00e3o aprimoradas e se tornam mais criativas e inovadoras, proporcionando, consequentemente o desenvolvimento da cidade, o seu senso cr\u00edtico e criativo.<br>O ARAUTO O evento teve um grande p\u00fablico durante as 12 horas. Isso demonstrou que a cidade tem um p\u00fablico que consome, que gosta de a\u00e7\u00f5es culturais. \u00c9 poss\u00edvel numa cidade como Porto Feliz investimentos p\u00fablico e privado para alavancar e promover mais eventos culturais? Temos p\u00fablico para a\u00e7\u00f5es mais frequentes?<br>PABLO N\u00e3o tenho d\u00favidas. Ficou claro para n\u00f3s quanto a popula\u00e7\u00e3o se sentia carente de boas iniciativas culturais, e j\u00e1 saiu do Vila das Artes pedindo por mais. A cidade tem p\u00fablico, sim, um p\u00fablico disposto a apreciar iniciativas de qualidade. \u00c9 claro que eventos como esse demandam muito tempo e recursos, por isso \u00e9 importante que exista uma uni\u00e3o das iniciativas p\u00fablica e privada de modo a somar for\u00e7as para promover eventos culturais com um intervalo menor de tempo entre eles. A forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico deve ser constante e isso acontece conforme iniciativas como as do Vila acontecem regularmente.<br>O ARAUTO Outro diferencial foi a transmiss\u00e3o do evento pelas redes sociais. Al\u00e9m do p\u00fablico presente, muitos outros acompanharam a transmiss\u00e3o de casa, fazendo com que os artistas chegassem mais longe. Al\u00e9m da import\u00e2ncia de realizar eventos culturais, promover a cultura tamb\u00e9m \u00e9 fundamental. Esse diferencial ajudou? \u00c9 importante essa a\u00e7\u00e3o?<br>PABLO Temos mantido como praxe, em nossas realiza\u00e7\u00f5es, a transmiss\u00e3o ao vivo do evento ou de parte dele. \u00c9 importante tamb\u00e9m pelo fato de manter um registro em v\u00eddeo de tudo que executamos recentemente. Em realidade, o h\u00e1bito de produzir e consumir cultura no ambiente virtual potencializou muito ap\u00f3s a pandemia, por\u00e9m, al\u00e9m de uma simples escolha, sabemos que existe uma parcela de p\u00fablico que, por diversos motivos, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de estar presente em um evento como este. A transmiss\u00e3o \u00e9 uma forma de permitir que essas pessoas tenham acesso \u00e0 cultura tamb\u00e9m, al\u00e9m de proporcionar um alcance muito maior de p\u00fablico em qualquer parte do pa\u00eds e dar ainda mais visibilidade aos artistas. No caso do Vila das Artes, foi tamb\u00e9m uma forma dos amigos e familiares dos finalistas do Concurso Nacional de Poemas, quase todos de fora do estado de S\u00e3o Paulo, assistirem ao vivo \u00e0 premia\u00e7\u00e3o e \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o dos poemas. Transmitimos ao vivo toda a programa\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o, em uma live que totalizou mais de 9 horas ininterruptas, com o desafio de mostrar tudo o que estava acontecendo simultaneamente nos diversos palcos e espa\u00e7os espalhados pelo shopping, al\u00e9m de entrevistas feitas por nosso parceiro Paulinho Baldini, da PortandoClick.<br>O ARAUTO O Projeto Culturando continuar\u00e1 atuando na cidade? Teremos mais a\u00e7\u00f5es culturais na cidade?<br>PABLO Porto Feliz faz parte do eixo de atua\u00e7\u00e3o do Culturando, que \u00e9 composto por outros 4 munic\u00edpios na regi\u00e3o. Nosso planejamento prev\u00ea um rod\u00edzio dessas a\u00e7\u00f5es entre essas cidades que integram o eixo, por exemplo: o Festival do Rock, realizado em Cerquilho em 2023, em 2025 estar\u00e1 em Tiet\u00ea, o Culturando Encena, realizado em Porto Feliz (online) durante a pandemia seguir\u00e1 para Cerquilho; o pr\u00f3prio Festival Culturando de Literatura, realizado em 2021 em Jumirim veio para Porto Feliz em 2024, e assim vai\u2026 Sei que muitos est\u00e3o ansiosos por novos eventos na cidade e em breve teremos novidades sobre o pr\u00f3ximo evento aqui em Porto Feliz. Vamos trabalhar para que isso ocorra o mais breve poss\u00edvel, lembrando sempre que o Culturando \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o cultural sem fins lucrativos. Os recursos para nosso trabalho v\u00eam a partir de colabora\u00e7\u00e3o, doa\u00e7\u00f5es diretas ou de programas de incentivo como o ProAc ICMS, atrav\u00e9s do qual foi poss\u00edvel realizar o Vila das Artes. \u00c9 importante que as empresas locais acreditem em nosso trabalho e abracem nossas ideias. Mais empresas envolvidas representam mais recursos, mais eventos e menos tempo de espera. Ficamos felizes com o sentimento positivo que deixamos em Porto Feliz, e esperamos que mais portas se abram para que possamos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pablo Civitella nasceu em 1981, em Santo Andr\u00e9, onde morou at\u00e9 aos 14 anos. Mudou-se para Tiet\u00ea onde concluiu os ensinos fundamental e m\u00e9dio na escola Pl\u00ednio Rodrigues. 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