{"id":4231,"date":"2026-05-30T18:38:34","date_gmt":"2026-05-30T21:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloarauto.com.br\/?p=4231"},"modified":"2026-05-30T18:52:07","modified_gmt":"2026-05-30T21:52:07","slug":"censo-mostra-avancos-na-educacao-desigualdade-salarial-e-protagonismo-feminino-em-porto-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloarauto.com.br\/index.php\/2026\/05\/30\/censo-mostra-avancos-na-educacao-desigualdade-salarial-e-protagonismo-feminino-em-porto-feliz\/","title":{"rendered":"Censo mostra avan\u00e7os na educa\u00e7\u00e3o, desigualdade salarial e protagonismo feminino em Porto Feliz"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Retrato evidencia conquistas sociais e obst\u00e1culos que ainda limitam a igualdade de oportunidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Censo 2022 revelam um retrato detalhado da realidade das mulheres de Porto Feliz e mostram avan\u00e7os importantes na educa\u00e7\u00e3o feminina, maior protagonismo na chefia de fam\u00edlias e desigualdades ainda presentes no mercado de trabalho e na renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento aponta que as mulheres porto-felicenses possuem maior presen\u00e7a no ensino superior completo do que os homens. Segundo os n\u00fameros, 3.125 mulheres conclu\u00edram a gradua\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio, contra 2.386 homens. As mulheres representam cerca de 56,7% das pessoas com ensino superior completo em Porto Feliz. J\u00e1 nos n\u00edveis mais baixos de escolaridade, os homens aparecem ligeiramente acima, com 6.282 pessoas sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto, enquanto entre as mulheres o n\u00famero \u00e9 de 6.118.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do avan\u00e7o educacional, os dados mostram que mulheres com defici\u00eancia ainda enfrentam mais dificuldades no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Entre elas, 1.170 possuem sem instru\u00e7\u00e3o ou fundamental incompleto, enquanto apenas 118 conclu\u00edram o ensino superior. Isso significa que cerca de 61,4% das mulheres com defici\u00eancia est\u00e3o concentradas nos n\u00edveis mais baixos de escolaridade. Entre as mulheres sem defici\u00eancia, o cen\u00e1rio \u00e9 diferente: 6.946 possuem ensino m\u00e9dio completo ou superior incompleto e 2.773 conclu\u00edram a gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dado que chama aten\u00e7\u00e3o no levantamento \u00e9 o protagonismo feminino nos lares monoparentais. Dos 2.397 domic\u00edlios desse tipo registrados em Porto Feliz, 2.004 s\u00e3o liderados por mulheres e apenas 393 por homens. Na pr\u00e1tica, isso significa que 83,6% dessas fam\u00edlias t\u00eam mulheres como respons\u00e1veis, enquanto os homens representam apenas 16,4%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo tamb\u00e9m mostrou que a maioria das mulheres trabalha no pr\u00f3prio munic\u00edpio. Segundo os n\u00fameros, 8.182 mulheres exercem atividade profissional em Porto Feliz, enquanto 2.512 trabalham em casa ou na pr\u00f3pria propriedade e 599 trabalham em outras cidades. Os dados indicam forte v\u00ednculo das trabalhadoras com a economia local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o assunto \u00e9 deslocamento ao trabalho, o autom\u00f3vel aparece como principal meio de transporte utilizado pelas mulheres. Entre as mulheres brancas, 54,55% usam autom\u00f3vel ou t\u00e1xi, enquanto 22,92% v\u00e3o a p\u00e9 e 13,61% utilizam transporte coletivo. J\u00e1 entre mulheres pretas e pardas, o uso do autom\u00f3vel cai para 42,54%, enquanto o transporte coletivo sobe para 24,22% e o deslocamento a p\u00e9 chega a 25,03%. Os n\u00fameros revelam diferen\u00e7as sociais e econ\u00f4micas que tamb\u00e9m impactam a mobilidade urbana feminina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A desigualdade salarial continua sendo um dos principais desafios apontados pelo Censo. As mulheres de Porto Feliz possuem renda m\u00e9dia mensal de R$ 2.192,53, enquanto os homens recebem, em m\u00e9dia, R$ 2.911,39. A diferen\u00e7a chega a R$ 718,86 por m\u00eas. Na pr\u00e1tica, o rendimento feminino representa 75,31% da renda masculina. O levantamento mostra ainda que, no setor privado, as mulheres recebem cerca de 81,54% do sal\u00e1rio dos homens, enquanto no setor p\u00fablico o \u00edndice \u00e9 de 75,51%. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o aparece no trabalho dom\u00e9stico, em que o rendimento feminino supera o masculino, alcan\u00e7ando 165,56%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados sobre ocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m revelam disparidades importantes. Em Porto Feliz, 11.411 mulheres estavam ocupadas no per\u00edodo analisado, enquanto 13.037 estavam fora do mercado de trabalho. Isso significa que 53,3% das mulheres n\u00e3o estavam ocupadas, contra 46,7% que exerciam alguma atividade profissional. Entre os homens, o cen\u00e1rio \u00e9 inverso: 63,7% estavam ocupados e 36,3% n\u00e3o ocupados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m analisou a maternidade no munic\u00edpio. Entre mulheres brancas, 2,23% tiveram filhos entre 15 e 19 anos. O percentual sobe para 30,28% entre 20 e 24 anos, chega a 39,01% entre 25 e 29 anos e alcan\u00e7a 56,91% entre 30 e 34 anos. Os n\u00fameros demonstram crescimento gradual da maternidade com o avan\u00e7o da idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro indicador social importante envolve a conviv\u00eancia com companheiro. Entre mulheres sem defici\u00eancia, 66% vivem com companheiro. J\u00e1 entre mulheres com defici\u00eancia, o \u00edndice cai para 50,3%. Entre os homens, os percentuais s\u00e3o de 62,9% para aqueles sem defici\u00eancia e 59,3% entre os que possuem defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, a frequ\u00eancia escolar feminina \u00e9 praticamente universal entre meninas de 6 a 14 anos, atingindo 99,22%. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, o \u00edndice permanece elevado, chegando a 84,58%. J\u00e1 ap\u00f3s os 18 anos ocorre forte queda: apenas 15,66% das mulheres entre 18 e 24 anos continuam frequentando institui\u00e7\u00f5es de ensino, enquanto entre mulheres com 25 anos ou mais o percentual \u00e9 de apenas 3,11%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento ainda mostra que a maior parte das mulheres leva pouco tempo para chegar ao trabalho. Cerca de 37,31% gastam entre 6 e 15 minutos no deslocamento, enquanto 30,37% levam entre 16 e 30 minutos. Outras 12,42% conseguem chegar ao trabalho em at\u00e9 cinco minutos. Apenas 4,66% enfrentam trajetos entre uma e duas horas, e 0,55% levam de duas a quatro horas. Nenhuma mulher declarou deslocamento superior a quatro horas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conjunto dos dados do Censo revela um cen\u00e1rio de avan\u00e7os importantes para as mulheres de Porto Feliz, especialmente na educa\u00e7\u00e3o e no protagonismo familiar. Ao mesmo tempo, os n\u00fameros evidenciam desigualdades persistentes na renda, na ocupa\u00e7\u00e3o profissional e nas condi\u00e7\u00f5es sociais, principalmente entre mulheres com defici\u00eancia e grupos racialmente mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrato evidencia conquistas sociais e obst\u00e1culos que ainda limitam a igualdade de oportunidades Os dados do Censo 2022 revelam um retrato detalhado da realidade das mulheres de Porto Feliz e mostram avan\u00e7os importantes na educa\u00e7\u00e3o feminina, maior protagonismo na chefia de fam\u00edlias e desigualdades ainda presentes no mercado de trabalho e na renda. 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