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Porto Feliz – SP · Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Sítio em Porto Feliz entra na lista de bens arrolados pela Receita em investigação contra presidente do São Paulo

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Sítio em Porto Feliz entra na lista de bens arrolados pela Receita em investigação contra presidente do São Paulo

O presidente do São Paulo, Julio Casares, que enfrenta risco de impeachment nesta sexta-feira (16) por investigações de corrupção na gestão do clube, tem parte de seu patrimônio com registros de arrolamento pela Receita Federal devido a dívidas tributárias. Entre os bens listados como garantia para um débito que já superou R$ 175 mil está um sítio localizado em Porto Feliz.

De acordo com documentos e apuração da reportagem, o dirigente admitiu o débito e possui um parcelamento em andamento, com saldo atual de R$ 115.438,56. A Receita Federal iniciou arrolamentos de seus bens no fim de 2024. Ao menos oito imóveis em nome de Casares têm a restrição em suas matrículas, incluindo apartamentos na Avenida Paulista, um apartamento em Praia Grande, um terreno em Jundiaí e o sítio em Porto Feliz.

O arrolamento é um procedimento administrativo que visa listar e proteger o patrimônio de um devedor para garantir o pagamento de débitos fiscais, impedindo a venda ou transferência dos bens.

Além dos imóveis, empresas vinculadas a Casares e a familiares também sofreram arrolamentos e têm protestos registrados. A investigação da Polícia Civil, com base em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), aponta movimentações atípicas em contas ligadas ao presidente e a suas filhas, incluindo depósitos em espécie que totalizam R$ 1,5 milhão entre 2023 e 2025.

Em nota, a defesa de Julio Casares afirmou que o arrolamento “refere-se a garantias pessoais para o cumprimento do parcelamento de toda a dívida de tributos federais que o clube possui”, vinculando a medida à sua condição de gestor da entidade. Os advogados ressaltam que as movimentações financeiras têm origem lícita, provenientes de sua carreira anterior na iniciativa privada.

Especialistas contestam a explicação. “A dívida deve ser na pessoa física dele, e o fato de ele ser presidente do São Paulo não se confunde com as dívidas pessoais perante a Receita Federal”, afirmou o advogado e professor Anderson Real. Ele acrescentou que o arrolamento indica um débito elevado e que, em caso de confusão patrimonial ou fraude, os bens – como o sítio em Porto Feliz – podem ser sequestrados e até perdidos.

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