Golpes aplicados por criminosos que se passaram por familiares, uma falsa venda de carro pela internet e uma fraude comercial contra um posto de combustíveis
Entre golpes aplicados por criminosos que se passaram por familiares, falsa venda de veículo e fraude comercial contra um posto de combustíveis, moradores e empresários de Porto Feliz acumularam prejuízos superiores a R$ 58 mil em apenas uma semana. Os cinco casos foram registrados pela Polícia Civil entre os dias 11 e 17 de junho e serão investigados como estelionato.
Três das ocorrências tiveram o mesmo modus operandi: os golpistas utilizaram o WhatsApp para se passar por filhos das vítimas e pedir dinheiro sob a justificativa de quitar boletos ou resolver problemas financeiros. Em um dos casos, uma idosa de 60 anos recebeu uma mensagem de uma pessoa que se identificava como sua filha e solicitava o pagamento de um boleto de R$ 2.880. Convencida de que ajudava a familiar, ela sacou o dinheiro no banco e efetuou o pagamento em uma casa lotérica. Somente horas depois, ao conversar com a verdadeira filha, descobriu que havia sido enganada.
Situação semelhante ocorreu com um homem de 57 anos, que recebeu contato de um número desconhecido e acreditou estar falando com o filho. Ele realizou o pagamento de um boleto no valor de R$ 1.998, mas posteriormente constatou que se tratava de uma fraude e procurou a Polícia Civil. Somados, os dois golpes causaram prejuízo de R$ 4.878 às vítimas.
Outro caso registrado envolveu a compra de um automóvel anunciada pela internet. Uma mulher de 33 anos relatou que encontrou, por meio do Facebook, uma empresa sediada em Taguatinga (DF), que oferecia um Honda Civic 2008/2009. Após videochamada, apresentação do veículo e aprovação de financiamento junto a uma instituição financeira, ela transferiu R$ 5 mil como entrada do negócio. O carro, porém, nunca foi entregue. Ao tentar contato com a empresa, não obteve respostas e ainda descobriu, em plataformas de reclamações na internet, relatos de outras pessoas que afirmam ter sofrido prejuízos semelhantes.
O maior prejuízo, entretanto, foi registrado por um posto de combustíveis da cidade. Um dos sócios da empresa comunicou à polícia que uma pessoa se apresentou como representante de uma empresa e solicitou a abertura de cadastro para abastecimentos. Após a aprovação, uma caminhonete realizou seis abastecimentos, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 46 mil. Investigações particulares realizadas pelo estabelecimento apontaram diferentes nomes ligados ao caso, além do telefone utilizado no cadastro. O empresário manifestou interesse em representar criminalmente contra o responsável.
Ao todo, os cinco casos somam prejuízos de cerca de R$ 58 mil. A Polícia Civil registrou todas as ocorrências como estelionato consumado, previsto no artigo 171 do Código Penal, e os fatos serão analisados pela autoridade policial.