Vítimas tiveram prejuízos ou movimentações indevidas e casos chamam atenção para estratégias utilizadas por criminosos
A Polícia Civil de Porto Feliz registrou, nos últimos dias, três ocorrências de estelionato envolvendo moradores da cidade. Os casos apresentam estratégias diferentes, mas têm em comum o uso de informações bancárias, cartões e contatos por meios digitais para enganar as vítimas e realizar movimentações financeiras sem autorização.
Em um dos casos, registrado em uma agência do Bradesco, um homem foi vítima do golpe da troca de cartão. Segundo o boletim de ocorrência, ele havia acabado de realizar um saque de R$ 1 mil quando o terminal apresentou um aparente travamento. Nesse momento, um homem se aproximou e ofereceu ajuda, dizendo que o problema estaria relacionado ao sistema Pix.
O suspeito teria solicitado o cartão da vítima, realizado algumas operações e devolvido outro cartão sem que a troca fosse percebida. Mais tarde, ao consultar a conta, o homem constatou movimentações não autorizadas que totalizavam R$ 1.750, além da contratação de um empréstimo de R$ 350 em seu nome. Ao verificar o cartão recebido, percebeu que ele pertencia a outra pessoa.
Outro caso envolveu uma mulher que recebe pensão por meio do Agibank. De acordo com o registro policial, ela descobriu a existência de um cartão de crédito emitido em seu nome sem autorização. O cartão teria sido utilizado por terceiros e acumulado uma dívida de R$ 3.280. A vítima afirmou que nunca recebeu ou utilizou o cartão e suspeita do uso indevido de seus dados pessoais.
O terceiro caso teve início com uma mensagem enviada pelo WhatsApp. A vítima recebeu contato de um número com DDD 21, cujo perfil utilizava o nome “Fernanda” e a identificação “Auditoria Fiscalização Contratual”. A mensagem fazia referência a um cartão do Banco BMG que a vítima possuía desde 2020, mas que nunca havia utilizado. Segundo a abordagem, apesar de pagar mensalmente uma anuidade de R$ 81,05, ela teria direito a um reembolso de R$ 12.569,30 pelo cancelamento do cartão e pela cobrança considerada indevida nos últimos seis anos.
Acreditando tratar-se de uma comunicação verdadeira, a vítima participou de quatro chamadas de vídeo, com duração de 4, 5, 3 e 22 minutos. Durante as conversas, foi orientada a manter o celular parado, procedimento que, segundo o relato, pode ter sido utilizado para realizar a leitura facial da vítima.
No dia seguinte, ao verificar sua conta bancária, a vítima descobriu a contratação de dois empréstimos em seu nome, nos valores de R$ 5 mil e R$ 8 mil, junto ao Banco Bradesco. Após o crédito dos valores, foi realizada uma transferência de R$ 10 mil para uma empresa identificada como Casa D Porco LTDA.
Ao perceber a fraude, a vítima entrou em contato com o banco e retirou os R$ 3 mil restantes na conta, com o objetivo de evitar que os golpistas tivessem acesso ao valor. Ela foi orientada a registrar a ocorrência policial para tentar cancelar a transação e recuperar o dinheiro.
Os três casos foram registrados como estelionato de autoria desconhecida. As ocorrências mostram que os criminosos utilizam diferentes estratégias, desde abordagens presenciais em agências bancárias até contatos por aplicativos de mensagens e uso indevido de dados pessoais.
