Falsos empréstimos, aplicativo bancário, venda de veículo e perfil fraudulento no Facebook estão entre as ocorrências registradas pela Polícia Civil no município
A Delegacia de Polícia de Porto Feliz registrou, no dia 13 de agosto, quatro boletins de ocorrência relacionados a casos de estelionato. Os registros apontam diferentes modalidades de golpes, envolvendo empréstimos não reconhecidos, falsa comunicação bancária, anúncio fraudulento de veículo e uso indevido de fotografia em perfil de vendas na internet. Em todos os casos, as ocorrências foram registradas como crimes consumados de estelionato, com autoria desconhecida ou ainda sob investigação.
Em um dos casos, a vítima descobriu que haviam sido contratados dois empréstimos pessoais com desconto em folha em seu nome. Os contratos somavam mais de R$ 7,3 mil e, segundo o relato registrado no boletim, a vítima afirmou não reconhecer as operações, não ter autorizado as contratações e sequer ter conhecimento de possuir conta nas empresas de crédito envolvidas. O caso foi encaminhado para apreciação da autoridade policial.
Outro golpe envolveu uma ligação telefônica de uma pessoa que se apresentou como representante de um banco. O criminoso afirmou que havia ocorrido uma tentativa de acesso à conta da vítima e orientou a instalação de um suposto aplicativo bancário. Depois da instalação, o aparelho passou a apresentar a identidade visual do banco e entrou em uma tela de atualização. Segundo o boletim, durante esse processo foram realizados pagamentos e utilizado o limite do cheque especial e uma operação de crédito pessoal. O prejuízo informado foi de aproximadamente R$ 8,1 mil.
Um terceiro registro mostra como criminosos podem utilizar plataformas de compra e venda para aplicar golpes. A vítima encontrou no Marketplace do Facebook um anúncio de um veículo por R$ 7 mil e iniciou contato com o suposto vendedor. Para transmitir credibilidade, o autor enviou fotografias e vídeos do carro e chegou a produzir imagens que, segundo o relato, buscavam demonstrar que a negociação seria verdadeira. A vítima também enviou documentos pessoais e recebeu imagens de documentos do suposto vendedor.
Na sequência, foram solicitados pagamentos relacionados à documentação e à compra do veículo. A vítima realizou uma transferência de R$ 700 e posteriormente outras duas de R$ 3.500, totalizando R$ 7 mil pela suposta aquisição. Após receber os valores, o vendedor não entregou o automóvel e passou a apresentar diferentes justificativas para o atraso. A investigação ainda apontou que os dados utilizados na negociação podem ter sido vinculados a outras ocorrências, mas o próprio boletim registra a possibilidade de que os dados pessoais tenham sido utilizados indevidamente por terceiros.
O quarto caso também envolve o Marketplace do Facebook. De acordo com o registro policial, uma pessoa descobriu que sua fotografia estava sendo utilizada indevidamente em um perfil que anunciava a venda de aparelhos de ar-condicionado. Um familiar entrou em contato com o suposto vendedor, que direcionou a negociação para o WhatsApp e indicou uma chave PIX para o pagamento. A vítima afirmou à polícia que nunca trabalhou com a venda de ar-condicionado, freezers ou produtos semelhantes e que não autorizou o uso de sua imagem. O caso foi encaminhado para investigação.
Os quatro registros têm em comum o uso de estratégias para transmitir uma falsa sensação de segurança às vítimas. Nos casos relatados, os criminosos teriam utilizado identidade visual de instituição financeira, informações pessoais, documentos, fotografias, vídeos e anúncios em plataformas conhecidas para dar aparência de legitimidade às abordagens.
Os boletins também mostram diferentes formas de prejuízo: enquanto uma vítima descobriu empréstimos que não reconhecia, outra teve dinheiro retirado após instalar um aplicativo indicado durante uma falsa ligação bancária. Nos golpes envolvendo vendas pela internet, os criminosos buscaram receber pagamentos antecipados antes da entrega dos produtos ou veículos anunciados.
As ocorrências foram registradas na Delegacia de Polícia de Porto Feliz e seguem para os procedimentos de investigação e apuração das circunstâncias.

