Golpes aplicados por telefone e internet causam prejuízos e tentativas de fraude em Porto Feliz

Falsos advogados, funcionários de bancos e sites fraudulentos estão entre as estratégias usadas pelos criminosos; em um dos casos, prejuízo ultrapassou R$ 59 mil

A polícia registrou, nos últimos dias, quatro ocorrências de estelionato em Porto Feliz envolvendo diferentes modalidades de golpes. Os casos incluem falsas promessas relacionadas a aposentadoria, site fraudulento de leilão de veículos, invasão de conta bancária e golpe praticado por meio de falsa central de segurança de banco.
Em um dos casos, registrado em 2 de setembro, uma pessoa recebeu contato de indivíduos que se apresentaram como advogados responsáveis por tratar de sua aposentadoria. Os criminosos afirmaram que havia valores a serem liberados e orientaram a criação de uma conta em uma plataforma de pagamentos, além da realização de transferências.
Na sequência, um dos envolvidos se passou por Promotor de Justiça e entrou em contato por telefone. Durante a conversa, a vítima foi orientada a compartilhar a tela do celular, o que possibilitou aos golpistas obter acesso a informações, senhas e dados bancários. A vítima, porém, desconfiou da abordagem, interrompeu o procedimento e não chegou a sofrer prejuízo financeiro. O registro da ocorrência foi recomendado pela instituição bancária para resguardar a vítima.
Outro caso envolveu um golpe relacionado à compra de veículos em um suposto site de leilões. A vítima encontrou na internet uma página que se apresentava como empresa especializada em leilões e demonstrou interesse em um Chevrolet Spin. Após realizar um lance de R$ 65.016,50, o valor foi transferido por meio de TED para uma conta indicada pelos criminosos.
Ao comparecer ao endereço informado para a retirada do veículo, a vítima descobriu que no local funcionava uma empresa do setor automotivo que não possuía qualquer relação com a suposta empresa de leilões. Foi então constatado que o site utilizado na negociação era falso.
Em outra ocorrência, criminosos conseguiram acesso à conta bancária de uma vítima e realizaram 11 transações via Pix que não foram reconhecidas. Ao todo, foram retirados R$ 2.777,00. O banco solicitou o registro presencial do boletim de ocorrência para que pudesse dar continuidade à contestação das movimentações e ao acionamento dos mecanismos de proteção contra fraude.
O caso mais grave entre os registros envolveu uma pessoa idosa que foi enganada por um criminoso que se apresentou como funcionário do setor de segurança de um banco. A vítima recebeu uma chamada de vídeo e foi informada de que sua conta teria sido invadida.
Utilizando técnicas de engenharia social, o golpista manteve a vítima em uma ligação por aproximadamente três horas, durante as quais passou diversas orientações. Seguindo as instruções, foram realizadas transferências via Pix, pagamentos, saques e contratação de empréstimos.
O prejuízo total chegou a R$ 59.212,11.
Os registros mostram como os criminosos têm utilizado diferentes estratégias para obter informações bancárias ou convencer as vítimas a realizar transferências. Falsos funcionários de bancos, advogados, autoridades públicas e empresas de leilões são algumas das identidades utilizadas para transmitir credibilidade durante as abordagens.
A orientação é para que a população desconfie de contatos inesperados que solicitem senhas, códigos de segurança, compartilhamento de tela, instalação de aplicativos ou transferências de dinheiro. Bancos e órgãos públicos não costumam solicitar esse tipo de procedimento por telefone. Diante de qualquer suspeita, a recomendação é interromper a ligação e procurar a instituição pelos canais oficiais antes de realizar qualquer operação.

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