Da separação dos materiais à entrega, equipe percorre a cidade para garantir que pacientes acamados recebam os itens necessários em casa
Para quem precisa de medicamentos, fraldas, curativos, suplementos ou dietas especiais, mas enfrenta limitações para sair de casa, receber esses produtos na própria residência representa muito mais do que comodidade.
Em Porto Feliz, esse atendimento é realizado pelo programa Remédio em Casa, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde para atender idosos, pacientes acamados e pessoas restritas ao domicílio.
Por trás de cada entrega existe uma operação que começa antes da chegada da equipe à casa do paciente. O processo tem início com a solicitação médica. A partir daí, os materiais necessários são providenciados, organizados e separados pela equipe responsável até ficarem prontos para a distribuição.
“Começa desde a solicitação médica. A partir daí, a gente segue com todo um processo de compras, separação, organização, até a entrega do material na casa do paciente”, explica um dos profissionais envolvidos no programa.
Na etapa seguinte, os produtos são encaminhados para a área de expedição, onde ficam organizados para a saída. De acordo com a equipe, essa organização é fundamental para que o motorista consiga realizar as rotas e entregar corretamente os materiais destinados a cada paciente.
Com a separação concluída, a equipe coloca os produtos na van e inicia o percurso pelas residências cadastradas. É nesse momento que medicamentos e outros itens necessários ao tratamento deixam a unidade de saúde e chegam diretamente à porta de quem, muitas vezes, não teria condições de fazer o caminho inverso.
O serviço não se limita aos medicamentos. O Remédio em Casa também contempla fraldas, insumos, materiais para curativos, dietas enterais e suplementos, conforme a necessidade de cada paciente e os protocolos estabelecidos pela Secretaria de Saúde.
“As dietas e os insumos também são levados até a casa do paciente. Nós também temos um protocolo de fraldas, que também são levadas na residência”, relata a equipe.
Para pacientes acamados ou com mobilidade reduzida, a entrega domiciliar pode fazer diferença na rotina. Além de evitar deslocamentos, o serviço auxilia familiares e cuidadores que precisam conciliar os cuidados diários com a busca pelos materiais utilizados no tratamento.
A logística também prevê situações em que a equipe não encontra ninguém no endereço. “Caso o paciente não esteja domiciliado e a gente não encontre, deixamos um comunicado informando a data e a hora que a gente esteve na residência, para que o paciente possa entrar em contato e assim retirar o seu material”, explica o profissional.
O trabalho, portanto, envolve uma sequência de etapas que nem sempre é percebida por quem recebe o material em casa. Solicitação, compras, organização, separação, expedição, montagem das rotas e entrega fazem parte de uma mesma estrutura para garantir que o atendimento chegue ao destino.
E há ainda um resultado que, segundo quem trabalha diretamente nas entregas, não aparece em planilhas ou números: a reação dos pacientes e das famílias.
“É muito satisfatório ver a satisfação das pessoas. É muito positivo isso”, destaca a equipe.
A proposta do Remédio em Casa é justamente aproximar a saúde pública de quem mais necessita dela. Ao levar os produtos até a residência, o município transforma uma etapa que poderia exigir deslocamento e esforço dos pacientes em um serviço realizado diretamente no domicílio
Para idosos, pessoas acamadas e pacientes restritos, a iniciativa representa mais praticidade. Para as famílias, significa apoio na rotina de cuidados. E para os profissionais envolvidos, cada entrega concluída representa a continuidade de um tratamento e a possibilidade de tornar um pouco mais simples o dia a dia de quem precisa de atenção especial.
