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Porto Feliz – SP · Domingo, 4 de outubro de 2026
Polícia

Falsas compras, prêmios e até falso juiz: quatro golpes são registrados em Porto Feliz

Quatro boletins revelam estratégias que vão de compras não reconhecidas e falsas premiações a transferências bancárias e abordagens com falsos profissionais; prejuízos relatados ultrapassam R$ 13 mil

Por Jornal O Arauto Publicado em

Quatro boletins de ocorrência registrados nos últimos dias na Delegacia de Porto Feliz mostram diferentes estratégias utilizadas por estelionatários para obter dinheiro ou realizar movimentações financeiras sem autorização das vítimas. Os casos envolvem compras não reconhecidas, falsa premiação, pedidos de transferências bancárias e até uma abordagem que utilizou a imagem de uma advogada e a apresentação de um suposto juiz. Os registros apontam prejuízos que, somados, ultrapassam R$ 13 mil, considerando os valores informados pelas vítimas.

Em um dos casos, a vítima descobriu que quatro compras haviam sido realizadas sem sua autorização, totalizando R$ 5.774,94. As transações ocorreram em datas diferentes e foram identificadas posteriormente pela vítima, que afirmou não reconhecer nenhuma delas. Segundo o relato registrado no boletim, existe a suspeita de que terceiros tenham utilizado indevidamente seus dados ou obtido acesso à conta para realizar as compras. A vítima informou que pretende apresentar extratos e comprovantes às autoridades e buscar o ressarcimento dos valores.

Outro caso começou com uma ligação telefônica em que os criminosos afirmavam que a vítima havia sido contemplada com uma suposta premiação. Durante a conversa, ela foi orientada a realizar procedimentos por meio da própria conta bancária para receber o prêmio. Convencida de que se tratava de uma operação legítima, realizou uma transferência via Pix de R$ 600 para os autores da fraude. Os golpistas também solicitaram que fosse utilizado o cartão bancário de uma familiar no aparelho celular e que fosse realizado reconhecimento facial pelo aplicativo bancário. Posteriormente, a vítima constatou que havia sido enganada e relatou ainda um prejuízo aproximado de R$ 5 mil relacionado à instituição financeira.

Em outro boletim, a vítima relatou ter mantido contato com um indivíduo que pediu que fossem realizadas transferências bancárias para uma terceira pessoa, sob a justificativa de que ela não possuía conta própria. Acreditando na história apresentada, a vítima realizou diversas transferências consecutivas, que somaram aproximadamente R$ 1.300. Depois das operações, percebeu que havia sido enganada. O registro informa que os dados de uma terceira pessoa apareceram relacionados às transações e que a vítima possui comprovantes, registros e informações armazenadas no celular que poderão auxiliar nas investigações.

O quarto caso apresenta uma abordagem ainda mais elaborada. Segundo o boletim, a vítima recebeu contato de uma pessoa que utilizava a foto de sua advogada, com quem realmente possuía um processo. A conversa ocorreu por chamada de vídeo e, posteriormente, a vítima foi colocada em contato com outra pessoa que se apresentou como juiz e afirmou que seria necessário tratar do encerramento de um possível processo. Durante a conversa, foram solicitados dados bancários sob a justificativa de que seriam utilizados para um depósito. A vítima também recebeu a orientação para permanecer com o rosto estático durante a chamada de vídeo. Depois disso, foram realizadas diversas transações que ela não reconhece, conforme os documentos anexados ao boletim.

Os quatro registros têm em comum o uso de estratégias de convencimento para levar as vítimas a fornecer informações, realizar operações ou permitir algum tipo de acesso às suas contas. Os casos também mostram que os golpes podem assumir formatos diferentes, desde compras feitas sem autorização até falsas premiações e abordagens que simulam contatos de profissionais ou autoridades. Todos os boletins foram registrados como estelionato, e os casos deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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