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Porto Feliz – SP · Sábado, 10 de outubro de 2026
Política

MUDANÇA NA REGIÃO

Sorocaba conquistou representantes no Senado, na Câmara e na Alesp. Em Itu, Rodrigo Moraes foi reeleito deputado estadual. Já Porto Feliz não elegeu Dr. Cássio, que recebeu 28.341 votos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Por Jornal O Arauto Publicado em

A apuração das Eleições 2026 definiu uma nova composição da representação política da região de Sorocaba e municípios próximos, com nomes ligados às cidades conquistando vagas no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de São Paulo, enquanto outros candidatos conhecidos terminaram a disputa sem mandato. Em Sorocaba, cinco candidatos ligados à cidade foram eleitos considerando o resultado de todo o Estado de São Paulo. Guilherme Derrite (Progressistas) conquistou uma das duas vagas ao Senado, enquanto Lucas Pavanato (PL), Jefferson Campos (PL) e Sirlange Manga (União Brasil) foram eleitos deputados federais. Danilo Balas (PL) garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa. Guilherme Derrite, natural de Sorocaba, recebeu 30,59% dos votos válidos no Estado e exercerá seu primeiro mandato no Senado entre 2027 e 2035. Entre os deputados federais, Lucas Pavanato foi o destaque individual da eleição paulista. Aos 28 anos, nascido em Sorocaba, ele teve uma trajetória política iniciada em 2022, quando disputou uma vaga na Alesp e ficou na suplência, com cerca de 36 mil votos. Em 2024, pelo PL, foi eleito vereador de São Paulo com 161 mil votos. Agora, chegou à Câmara dos Deputados com 3.038.438 votos, o equivalente a 11,5% dos eleitores paulistas que compareceram às urnas. A eleição também mostrou que o número de votos obtidos individualmente em uma cidade não determina, sozinho, quem conquista uma cadeira. Vitor Lippi (PSD), por exemplo, foi o terceiro deputado federal mais votado em Sorocaba, com 35.735 votos, mas não foi eleito. Jefferson Campos, que terminou apenas na oitava posição na votação municipal, conseguiu uma vaga. Isso ocorre porque as eleições proporcionais consideram também o desempenho dos partidos e federações em todo o Estado. Na disputa estadual, Danilo Balas terminou a apuração em 48º lugar, com 96.180 votos, ficando entre os 94 eleitos para a Alesp. Já Maria Lúcia Amary (PSD), que buscava a reeleição, terminou em 74º, com 27.050 votos, e ficou fora da próxima legislatura. Vitão do Cachorrão (Podemos), com 19.382 votos em Sorocaba, também não conquistou uma cadeira. Em Itu, o resultado foi diferente. Nomes conhecidos da política local terminaram a eleição sem conseguir mandato. Rita Passos (PSD) e Eduardo Ortiz (MDB) disputaram vagas para deputado estadual, mas não foram eleitos. Para deputado federal, Moacir Cova (Podemos) e José Olímpio (PL) também ficaram fora das vagas destinadas a São Paulo. Apesar das derrotas, Itu continuará representada na Assembleia Legislativa por Rodrigo Moraes (PL), reeleito para o quinto mandato consecutivo. O resultado mantém o deputado como um dos principais representantes políticos da cidade no Legislativo paulista. Em Porto Feliz, o principal nome da disputa foi o ex-prefeito Antônio Cássio Habice Prado, o Dr. Cássio. Candidato a deputado estadual, ele recebeu 28.341 votos, mas não conseguiu uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa. Como a eleição é proporcional, a conquista do mandato depende não apenas da votação individual, mas também do desempenho do partido ou federação. O resultado de 2026, portanto, redesenha parte da representação política da região. Sorocaba amplia sua presença com nomes no Senado, na Câmara e na Assembleia, Itu mantém Rodrigo Moraes como representante estadual, enquanto Porto Feliz encerra a eleição sem um deputado estadual eleito, mas com a manutenção de Dr. Cássio como uma das principais referências políticas locais.

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